O nome dela é Val!
ou um dia minha história ainda vai ser filme

A história começa boa. Tava eu no elevador com uma americana amada dos olhos azuis falando espanhol porque havÃamos acabado um entrevista com uma dominicana e ainda não havÃamos voltado a chavinha inglês. Aà pára, abre a porta, entra uma morena. Fecha a porta: “Hola! Eliza, esta és Val. Val, Eliza” Em espanhol. “Hola, un gusto, como estás?” Aà a loira bem loira com os olhos bem azuis e com um espanhol espanhol bem pouco gringo grita: “pero no no, ella és brasileña”. “Cê também menina?” Papo rápido, abre a porta, foi. Assim é Nova Iorque. Aà naquela noite - ou noutra - barzinho, long neck de sete dólares e quem chega? Val! Assim é Nova Iorque. Papo vai, cerveja desce, a pernambucana vai contando da mãe que saiu do sertão - “O mundo não podia ser só aquilo não” -, dos dezessete filhos que Dona Alexandrina pariu, das seis irmãs que continuam vivas. De ir para o Rio e ser favelada. De mudar para São Paulo mais escolarizada. De por fim, Nova Iorque para ser-se sem rótulos, sem medo, sem porra nenhuma. ..”Senhorita… de onde veio não importa, já passou… o que importa é saber pra onde eu vou” me diria tantas semanas depois citando Zé Geraldo. Mais cerveja e Val ia resumindo todas as histórias que vi nestes últimos oito meses. Ia resumindo em sua vida, em sua mãe, em suas irmãs o périplo das mulheres que sonham com algo mais, que vão. “Um dia minha história ainda vai ser filme”, me repetia com sotaque de rio de nordeste de val. Passou o álcool, a ressaca e a danada ficou na minha cabeça. “Um dia minha história ainda vai ser filme”. Sentei com ela para uma entrevista para a revista. Pensei, pensei: “Val, bóra fazer um documentário?”. Val abraçou a idéia toda: “tem muita gente que vai saber é por este filme que eu sou favelada. Sou não, fui né?” ria entrando em seu apartamento em Manhattan.
ps: Bem, o doc começa a ser rodado em dezembro aqui. Depois sigo para gravar a famÃlia de Val em São Paulo, Rio, Pernambuco. Bom demais. Mas o doc começa assim como as boas coisas costumam começar: na garra. No sonho de Val de ter sua história no cinema; no sonho meu de resumir as histórias todas que vi nesta viagem num belo doc. Se você quer ajudar os sonhos a andarem bem andados menos perrengueados, aqui vai a cantada: o doc da Georgina chegou na semi final do concurso Migr@tions. Se ganhar, além da grana que óbvio daria para mãe e filho entrevistados uma parte entraria para bancar os custos iniciais da Meu nome é Val. Simbora ajudar?
Onde: aqui!!!!
Como: dê todas as estrelinhas - ou quantas achar que vale, tudo bem, tudo bem - para o curta Georgina’s Magic Wand.
Para isso clique nele em cima (na fotinho que nem esta aqui) e depois em “Rate Now! Win an Ipod” - sim, você ainda concorre a um Ipod! Aà confirma o email e depois de dar a estrelinha confirma no quadrinhozinho que vai aparecer. Vai lá! É muito mais fácil que esta explicação! Juro… Obrigada! ObrigadÃssima! A semi final acaba no dia 26! So, a hora é agora!

