passo. passo. passo. passo.
Andava tampada do frio. Era frio. A cidade inteira. O peito inteiro. Quase a alma. Mas ainda não. Com passo acelerado atropleava as folhas do outono. Tudo caÃa. Tudo pisava. Andava rápido tentando esquecer o que deixou para trás. O amor que devia ter sido, mas não. (por que não?) O paÃs que devia ser pátria, já não. (já…) A famÃlia que devia estar perto, tão (tão) longe. Por. Quê? Por. Quê? Por. Quê? Faziam os passos. um. a. um. a. Quase-ao-mesmo-tempo. Achava que com sua nova bota de 30 dólares, verde-verde, comprada com o tip do restaurante poderia fugir de suas duas décadas de azar. Pode. Pode. Pode. Pode. Maria ia e a música no fone na lÃngua que um dia foi sua lembrava: vai, porque depois de tanto ir voltar? Pra onde? Onde. Onde. Onde. Onde. Continuava a sina de quem já não é nem de lá nem daqui. Lá. Qui. Lá. Qui.


4 de Dezembro de 2008
Amiga, o resultado só sai mesmo dia 14?? Que puxa!
Mas fiquei feliz com seu e-mail :)! Muita coisa pra ser conversada… Será que vamos ter tempo :)? Love!!!!!!