20 de Outubro de 2008

Sempre gostei de aniversário. Em casa, criança, mamãe fazia um mega-café-caprichado e as irmãs todas brindavam com suco de laranja e toddy antes do dia começar. Já grandinha dava mega festas com os amigos queridos e os amigos dos amigos e os amigos dos amigos dos amigos celebrando as amizades, os encontros que temos na vida, os vínculos criados. Aqui quase armei uma feijoada com os novíssimos friends de nova iorque. E aí pensei… temos que comemorar o que é.
E este foi ano de ser solitária sem ser só, de aguçar os olhos e ouvidos para fora e para dentro. Saio, depois de bem nutrida de carinho de prima e balões de irmã para um passeio comigo. Pensar nos 29 passados, nos sonhos dos que virão. Pensar só em hoje, num ponto de vida tão boa que tenho. Ver as folhas do outono, a gente na rua, a vida.
Tim tim amigos!
ps: na foto prima, cousin in law, dog e bolo de café da manhã na pose strange.
17 de Outubro de 2008

Está no ar um concurso de curtas e podcasts sobre migração!
Na quarta semana a Giorgina e o Israel (eles de novo! viva!) estarão online e aí faço uma propagandinha aqui para levarmos os dois para as semi finais!
Mas vale visitar já! o site e conhecer olhos, ouvidos e vozes de pessoas de todo o mundo preocupadas com as causas dos caminhantes! São 10 curtas em francês e 10 em inglês por semana. Confiram!
Para ir lá clique aqui!
Bon voyage!
* foto do curta asylum
16 de Outubro de 2008

Mal conhecia Carmen. Nos encontramos num Mc Donalds em frente a tal corte e na entrada do prédio cheio de segurança resumimos a vida. Há quatorze anos ela se despediu da República Dominicana. O fígado doente contaminou os negócios e a economia pobre da ilha deixou poucas esperanças para o sonho. Assim ela entrou na fila do american dream. Eram outros tempos: as torres não haviam caído nem a paranóia se instaurado com a moda do terror. Carmen chegou legal e por seis anos jogou a saudade das filhas embaixo do tapete, no meio de suas faxinas. Topou todo o tipo de bico para bancar o estudo da cria e hoje fala com os olhos brilhantes da caçula que aqui chegou só falando hello e que hoje estuda seu master.

Era tudo que sabia da dominicana quando nos sentamos e um outro dominicano explicava em inglês bem falado com piada e tudo, como num talk show, sobre como seria a manhã. Na platéia gente de todo lado: mexico, brasil, guatemala, el salvador, alemanha, china… “Lembro quando foi o meu dia, levantei três e meia da manhã porque chovia e eu não queria chegar atrasado”, falava emocionado o apresentador. Carmen do meu lado contava como as coisas são mais fáceis quando se é um citizen. Na cerimônia de entrega da prova que agora sim! a porto riquenha é também americana, é realmente welcome, até Bush foi aplaudido na TV quando deu as boas vindas. Eu que mal conhecia Carmen segurei o choro mas me derreti. Fiquei sem entender e bem entendendo o que era aquilo. Lembrei de Dolores, de Bianca Sofia, de Ricardo, de Donar, dos rostos na linha do trem. Ali Carmen vingava o sonho e dava forças para que outras seguissem rio adentro, deserto afora, sobe trem baixa trem, pega túnel.
A nova americana mesmo de verdade foi direto se inscrever para votar. Saía da passividade de ganhar a vida, de receber o que for; de objeto Carmen virava sujeito. Ativa. Com seu voto dizia que colaboraria para mudar o país: “voto pela paz” repetia sentindo-se plena.
14 de Outubro de 2008

Na Costa Rica usei minha bota de chuva - comprada para as caminhadas montanha acima na lama - com os vestidinhos na cidade e me sentia quase um ET com os olhares interrogantes para o meu pé. Pensava “relaxa que é confortável e até um pouco cool” e continuava nas passadas sem muito ligar. Aí chego em Nova Iorque e o que era weird aqui é moda. Garoou e as gatinhas em massa saem com suas botinas plásticas de todo o tipo/cores/lacinhos na rua. Não, não discutirei moda porque isto está longe do meu perfil e capacidade. A idéia é pensar no “normal”.
Ontem fui na exposição de um querido brasileiro fotógrafo arrasando na DUMBO. Antes de ver o trabalho sentei com ele – Gui Mohalem – entre as pontes de Manhattan e do Brooklyn e enquanto devorávamos sushis resumíamos nossas vidas desde a última vez que nos cruzamos – numa festuca em São Paulo. Num momento fui contando como começou meu trabalho com viagem e logo de cara frisei que os deslocamentos nunca – NUNCA! - são para fugir, muito pelo contrário, são um ver-se de fora e me entender blablabla. Antes de acabar a ladainha ele cortou delicadamente o discurso pronto com um “e qual é o problema de fugir?”
Fujo da resposta e entro na exposição. O tema do trabalho é loucura. As fotos fortes na parede – com a técnica pinhole digital – são acompanhadas por um carimbo em que você imprime o texto da personagem retratada num papelzinho ou no seu próprio braço-mão-perna-nuca. Eu sai toda borrada com a loucura alheia e com uma das frases repetindo na cabeça. Talvez a mais louca por tentar-se tão sana. A menina que girava, esta da foto aqui, afirmava que não era louca. Que tudo que fazia era pensado. Até quando usava drogas ou dava para um desconhecido, era tudo bem pensado. E por isto não era louca.
De alguma forma me vi ali, tão sana, tão louca, tão racionalizando a loucura.

Aí juntando com a botinha de chuva, com todo o planejamento da vida entrei no metro – meu novo templo de meditação – e enquanto os olhos azuis de um menino se concentravam na batata da minha perna com carimbos borrados eu olhava para os vizinhos de banco de todos os tipos em seus cochilos-de-volta-pra-casa. Cada um na sua. Com roupas, caras e atitudes de todas formas. Me senti tão normal a ponto de ser louca. Ou vice versa. Não importa. É bom simplesmente não importar. Ou algo assim.
Ps: E você: é louco/a?
Ps: O site do Gui Mohalem é por aqui.
Ps3: Um pouco mais bem embaixo mas lembrei da música do Arnaldo, esta daqui.
13 de Outubro de 2008
Aprender outra língua é um ato de humildade, alguém me disse há muito tempo quando eu sofria com o espanhol. Agora a frase me visita diariamente, tentando acalmar a ansiedade do mal se expressar, do mal entender, da testa que se enruga na tentativa de aproximar os neurônios e melhorar as sinapses.
Em Nova Iorque além do esforço para falar bem o inglês habita o esforço por falar em inglês. Brasileiras pingam dos tetos e fugir das conterrâneas é um ato de habilidade, de quem quer tentar o diferente. Às vezes me rendo à delícia do conforto, de reconhecer-me no olhar - conheci algumas brasucas bem bacanas que merecem bons posts futuros.

Mas aqui, principalmente nos trens, línguas de todos sons se encontram, jornais com letras de todos tipos, peles de toda aquarela. A experiência de cidade cosmopolita chega no seu auge. Lembro de São Paulo e concluo que o que talvez transforme a experiência de mundos aqui é o fato de todos andarem de transporte coletivo. No metrô, num mesmo não espaço se encontram sentando lado a lado opostos do globo. Adoro. Tiro o fone com uma canção qualquer em inglês e dou a volta ao mundo entre uma estação e outra.
ps: logo mais subo um ensaio de fotos no metro…
09 de Outubro de 2008
Ou Meu ouvido não é pinico
Ou Série eu sou a migrante 01
O trem se aproximava da cidade gigante e flutuante e um certo nervosismo ia me envolvendo, aquele gostosinho de quando se vai encontrar o gatinho ou ver alguém que você quer muito – muito - ver. Cheguei em Nova Iorque e na estação lá estava a prima que eu não via há seis anos. Abraçamos alegres e saímos sem nem saber por onde começar. E ali me propus um outro tipo de estudo da migração feminina. Eu era a migrante. Sou. E relaxei sem nada fazer para sentir um pouco do por que a mulherada se dispõe a sair de seus países em busca do norte. Assim este é o post um da série eu sou a migrante - re.
Chegamos na casa de Helena, a prima, e conversamos sobre temas de infância. Ela que saiu do Brasil com seis anos conserva seu português de menina com gírias do início dos 80 mescladas com expressões de crônicas e de palavras difíceis lidas em seus estudos de literatura. Assim se o papo cansa ela solta um “meu ouvido não é pinico” e para dizer legal lembra de Nelson Rodrigues e fala de boca cheia “é batata!”.
Helena me preparou todas as comidas de casa de vó e vivemos uma nostalgia profunda nos primeiros dias: falamos de tio, pai, irmã; comemos torta de biscoito, pão com catupiry, estrogonofe - assim abrasileirado mesmo! De barriga cheia tive certeza que amarrava meu burro no lugar certo e ali entendi com o corpo inteiro uma das maiores motivações das deslocadas: reintegrar-se com os e as amados/as.
Dois dias depois encontraria meu tio e devoraria com ele meu primeiro (último?) café da manhã tipicamente americano. Enquanto comia o ovo, o bacon, pão via meu tio em sua rotina e não nas férias, cena que simplesmente não tenho registro. Me deliciava com suas histórias, teorias e frases com sotaque carioca ali no meio de downtown, you know?
E é isso. Ler sobre as coisas facilita uma compreensão de fora mas parece que para entender, de verdade e a fundo, a teoria tem que vir acompanhada com a prática, com o conhecimento de corpo inteiro. E agora sim posso dizer: entendi o que é a tal da reintegração familiar. Agora sim.
Ps: desintegração familiar é o tema da matéria que escrevi na Nicarágua.
07 de Outubro de 2008
Cruzei a ponte do Brooklin de metro, a estátua da liberdade me encorajava a seguir. Apressava os passos nas ruas de Manhattan: estava atrasada para o encontro, o que sentia ser o mais importante da viagem. Já era 22h e me esperava o médico, a mulher do médico, a rapariga dos óculos escuros, o homem da venda preta… Cheguei um pouco tarde mas ainda a tempo deles me verem. O Ensaio sobre a cegueira de Saramago foi onde entendi profundamente o quanto delicioso pode ser devorar papel. Quando cheguei no quase final parei a leitura para que eles ficassem ali comigo só um pouquinho mais. Quando acabou ri. Muito. E aí fiquei com uma saudade tão - tão - grande que só agora, quase cinco anos depois mato.

Bem neste ensaio que é Blindeness, eu em Nova Iorque vendo as ruas de São Paulo em inglês, com atores de todos os lados se encontrando neste idioma e eu ali tentando entender sem legendas: tudo fez sentido. Chorei de soluços algumas vezes e saí sem entender mais nada do mundo. A cegueira branca dos personagens são as atitudes do mundo real como resposta a pobreza, como tentativa de poder, como tantas coisas que não consigo entender muito bem. Na cena em que o médico fala para a mulher: “agora a guerra vai começar” depois de tantos estupros e da morte de uma das oito do quarto saí do cinema voando: Quando a guerra só atinge as mulheres e poupa os homens é paz, né? Lembrei das migrantes que conheci no caminho até aqui. Tudo bem, no caminho a guerra é contra mulheres e homens. Mas lembrei delas ali e lembrei do livro que leio, Persépolis - que virou uma animação magnífica - que conta a vida de uma exilada iraniana que tenta entender porque só ela tem que usar véu e tantas atrocidades islâmicas.
Voltando para Blindness, as metáforas tão bem feitas de tudo, a cidade que é ela mas é qualquer uma - a São Paulo vazia e suja -, o humano visto de forma tão cética – real? Bem, é um post de quem ainda está perturbada e vai fazer outra visitinha antes de qualquer comentário sério. Mas assistam! O site em inglês é mais bonito que o em português mas neste há o blog do Meirelles que vale uma passada.
ps: será que eu gostei tanto do filme só porque amei o livro ou quem só viu o filme também gostou?
ps2: acabei de publicar e fui visitar o blog de uma amiga que conheci aqui no sem fronteiras e ela escreveu exatamente sobre o filme: vale uma visita na casa da mãe joana.
03 de Outubro de 2008
ou: Can I call you Joe?
Ontem foi dia de jogo da segunda divisão: em campo Biden x Palin.

Eu fui assistir a disputa na casa de uma americana bacana, Sara, junto com umas outras oito pessoas daqui de cima. Ali todos torciam para Biden! Assim, quando ele passava a bola por debaixo da perna da adversária resumindo em 30 segundos e com confiança números e bons argumentos a arquibancada ria, “hahaha”, lambusava-se de prazer. Quando a rival introduzia a resposta com asneiras se escutava um “uuuuuhhh” na sala, como um passe de bola errado do adversário, uma bola na trave, “tum”! Não lembro quando nem onde mas uma vez li um estudo que falava que os locais do cerébro ativados quando se fala de futebol e de política eram os mesmos, exatamente os mesmos. Assim, discutir corintians x palmeiras ou obama x mccain dá igual. E ali era isto.
Eu que também torcia mas não entendia bem as regras do jogo xingava baixinho quando a mulher de topete grande com seu sorriso de miss congelado defendia a invasão do iraque e de qualquer um daqueles países “onde os ditadores não gostam de nós americanos”. Dava vontade de jogar tomate, xingar a mãe, chutar a canela. A verdade é que eu não entendia como se pode defender a guerra em campo, assim com argumentos numéricos que não falam dos mortos, nem mesmo dos próprios soldados mortos. Acho que é meio coisa de quem é da seleção brasileira e desde o terrível e lamentável massacre em campo paraguaio não escuta o técnico falando asneiras deste tamanho, com este tipo de estratégia suja e covarde. E tudo em nome de proteção nacional?
Depois de passar pela Guatemala com seu saldo de 200 mil mortos e desaparecidos por uma guerra civil financiada pelos EUA, de ver a América Central toda destruída por guerras civis nas últimas décadas - contra o comunismo, pela segurança nacional de outros tempos - com um déficit de tudo e assinando contratos de livre comércio com os Estados Unidos que só destruirão ainda mais suas economias falidas - pelo livre comércio minha gente, liberdade a todo custo! -, o México invadido pelas pets e obesos com um presidente que obedece ao patrão de cima… escutar defesa de “guerra contra aqueles ditadores que não gostam de nós americanos”? Parece moleque que joga pedra na vidraça da vizinha e depois não entende porque ela ficou brava. Coisa de mimado dono da bola. Assim, quando ela corria em campo para o lado que queria, sem responder a pergunta feita, só recitando o texto decorado, exibindo a embaixadinha que treinou, tudo sem tirar o mesmo sorriso de o que importa é que sou gatinha, ai meu deus… Tudo que não entendo vendo os 22 homens no gramado e os torcedores enlouquecidos no Pacaembu/Palmeiras/Maracanã/mesa de bar entendi ali. Agora conto os dias para a final: faltam 32 dias para o embate que decide não apenas a segurança nacional e as questões internas; faltam 32 dias para uma partida que respinga em todos nós que habitamos este grande campo do mundo.

ps: para assitir o jogo com direito a legendinha em inglês clique aqui!
02 de Outubro de 2008
Ou o dia em que fui Caetano.
Ou olha eu aqui de novo no novo!

Como um pouco de esquerda, um pouco revoltada, um tanto que foge dos filmes hollywoodianos para ver qualquer outro de fora do circuito que sou cruzei para o norte. Toda a chatice da fronteira, onde um homem branco e grande e gordo bem gordo, com seu uniforme de policial e seu copo de alguma coisa 700 ml - casting perfeito dos filmes de LA - me fez todas as perguntas que já me haviam feito - de novo - tirou todas as digitais que já haviam tirado - de novo.

Passado o esperado entrei num ônibus destes que se visse num dos movies que não gosto reclamaria: “estereotipa tudo esta maldita indústria do cinema”. Primeiro um motorista que tinha cara de mexicano mas que não era e que me ajudou a repensar o caminho porque o furacão que passou por ali fechou algumas estradas; no final – porque até chorar baixinho chorei quando não sabia para
onde ir no maior estilo i am lost in america – ele se despediu: “tu tienes un problema: és muy inteligente, very smart. Hace más preguntas de lo que yo puedo responder”. Fiquei surpresa com a crítica e entrei noutro ônibus guiado por um negão que fazia piadas com seu sotaque do sul que eu não entendia. Nada. Não, não andem de ônibus nos Estados, lhes digo com a propriedade de quem andou de ônibus na Nicarágua. Aqui te cobram muito e te oferecem pouco – lá pelo menos te cobram pouco. Mas naq
uele you are wellcome inusitado fui vendo os filmes B sentarem do meu lado. Em um trecho uma mulher obesa brigava com a filha sempre que ela fizesse qualquer coisa - qualquer. O xingamento começava no stop e acabava no parate! sempre com tapas entrecortando as palavras. Uma hora olhei para ela com cara de stop e ela me retribui com seu olhar de lentes azuis em olhos latinos um “to afim de brigar, vai encarar?” Desviei o olho sem lente e que de tanta cor ficou preto para o outro lado da janela. Por ali passavam lagoas, lagos, florestas destas bem verdes mas com os galhinhos finos do norte. Nas beiras lojas grandes-gigantes onde se vende tudo-em-muito e por-pouco. Cruzavam carros grandes-gigantes-novos. Entravam meninos bonitos com tatuagens, meninas de cabelos coloridos, senhoras de olhos azuis, multidões de obesas que reabasteciam seus sonhos nos burguer kings do caminho, negros, línguas inglesas e espanholas. Tudo era muito. Tudo foi indo nos estereótipos e no fantástico até parar em New Orleans – depois, bem depois, afinal as horas também foram muitas - onde os superlativos do bom gosto passaram a habitar meus olhos ouvidos boca quadril.
Na rua pretos com seus instrumentos douro enchiam o corpo das brancas de sensualidade. Elas desciam até o asfalto num requebrar que deixaram meu liberalismo brasileiro encabulado. Com o taco mexicano na mão olhei para o lado disfarçando a timidez. Ali do lado orientais devoravam suas também comidas mexicanas e bêbados de todas as cores sacolejavam.
Ali eu era Caetano. Saí do Brasil torcendo para o Chico – as vezes parece que
discutir os dois é como estar na mesa de bar falando de flaflu – mas ali, no meio daquilo tudo que era tudo e tudo eu amei Caetano.
Pela primeira vez eu era ele.
Ps: esta é a música em que fui Caetano!
15 de Setembro de 2008
Somou tudo:

Matéria barra pesada sobre tráfico de mulheres, aquela que fico adiando cada dia para não ter que ver + uma gripe chatiiinha, a primeira dos quase seis meses de viagem… como boa gripe trouxe no pacote uma moleza preguiçosa, um dengo dengoso de péra só um pouquinho + o dead line de seis matérias (ai ui) antes de partir outra vez mais para o norte + um furacão que passou por bem lá mais deixou a cidade num molhado daqueles que lembra chocolate quente com cobertor.
Resultado: o américa sem fronteiras ficou tão paradinho, coitado… sem novidade, sem vídeos, sem fotos nem vida. Mas tem hora para tudo e cada coisa. Assim baixo do blog para tomar um café, tirar um cochilo, recarregar as baterias, bater uns papos e uns cliques. Porque como boa migrante que também sou o pé na estrada é bom (bem bom) mas cansa (uh, como cansa…). Hora de repouso. Volto com novas e boas histórias, novo país, novas fronteiras!
Dia 30 de setembro já lá em cima - Nova Iorque! - nos encontramos!

Hasta la vista! See you here! Beijo e até!
Eliza