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	<title>América sem fronteiras</title>
	<link>http://americasemfronteiras.com.br</link>
	<description>Muigração, arte e viagem nas Américas</description>
	<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 18:13:43 +0000</pubDate>
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		<title>artista de onde?</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 17:51:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>america</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura e Artes]]></category>

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		<description><![CDATA[O que que você conhece de cultura da América Central?

Quando a Malu Viana da Televisión América Latina me propôs produzir mini documentários sobre cultura na América do meio amei a idéia e me fiz a tal pergunta&#8230;. &#8220;Não conheço nada não&#8230;.&#8221; conclui para mim mesma com um pouco de vergonha e um tanto de curiosidade. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que que você conhece de cultura da América Central?</strong></p>
<p><a href="http://www.tal.tv/central-artes.asp" target="_blank" title="central-das-artes.jpg"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2009/01/central-das-artes.jpg" alt="central-das-artes.jpg" height="250" width="481" /></a></p>
<p>Quando a Malu Viana da Televisión América Latina me propôs produzir mini documentários sobre cultura na América do meio amei a idéia e me fiz a tal pergunta&#8230;. &#8220;Não conheço nada não&#8230;.&#8221; conclui para mim mesma com um pouco de vergonha e um tanto de curiosidade. Fui repetindo a pergunta para os amigos antenados e bacaninhas e a resposta também se repetia: &#8220;conheço nada não&#8230;&#8221; Assim agarrei a idéia e aos poucos fui me embrenhando naquele outro mundo - colorido, sonoro, gingado. Foi na entrevista com Jaime do grupo Malpaís da Costa Rica que entendi que a arte no sub-continente - tão perto dos Estados Unidos e tão marcado por guerras civis - servia como elo entre os países. Fui vendo que os grupos de teatro, de dança; que os textos e as músicas serviam ali como abraço entre as pátrias muitas vezes brigadas e xenófobas. Que os artistas cruzavam com seus traços e melodias as fronteiras transparentes e desintegrantes; cruzavam sem visto, sem carimbo, iam vibrando. Fui me apaixonando por cada um dos entrevistados e sonhando com o dia que as notas entrassem na rede, rompendo as fronteiras, servindo de integraçãozinha entre nós latinos do sul com os do meio. E foi só pisar de volta aqui que as matérias chegaram. Na página da <a href="http://www.tal.tv">Televisión América Latina</a> dois dos quatorze mini docs estão online. <a href="http://www.tal.tv/central-artes.asp" target="_blank">Aqui</a> <a href="http://americasemfronteiras.com.br/encontros-e-reencontros/" target="_blank">Malpaís</a> e <a href="http://americasemfronteiras.com.br/a-menina-que-sorri-com-o-corpo-inteiro-e-a-mulher-de-olhos-azuis-bem-verdes/" target="_blank">Claudia Hernandez</a> - que passearam pelo blog há tempos em textinhos apaixonados (siga os links!) - chegaram com voz e gestos na net! Buen provecho!</p>
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		<title>américa nossa</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 18:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>america</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ano novo, novas viagens!
 
de volta para a américa portuguesa embarco para as entranhas de nosso país. Com uma camera de vídeo, val e sua mãe alexandrina refaço os passos da migração interna de nosso país - às avessas: são paulo, rio de janeiro, sertão de pernambuco. Dia 12 de janeiro, de volta para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ano novo, novas viagens!</strong></p>
<p><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2009/01/dna-alexandrina01.JPG" title="dna-alexandrina01.JPG"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2009/01/dna-alexandrina01.JPG" alt="dna-alexandrina01.JPG" height="366" width="493" /></a><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2009/01/dna-alexandrina01.JPG" title="dna-alexandrina01.JPG"> </a></p>
<p>de volta para a américa portuguesa embarco para as entranhas de nosso país. Com uma camera de vídeo, val e sua mãe alexandrina refaço os passos da migração interna de nosso país - às avessas: são paulo, rio de janeiro, sertão de pernambuco. Dia 12 de janeiro, de volta para a metrópole da garoa e para as conexões internéticas postarei o diário desta imersão. deste ir dentro do brasil, das andanças femininas, do cordel, do seco, da fome, do sonho, do mais, de mim, de val, de alexandrina, de tais, de tanto.</p>
<p>Até logo! E que o ano novo chegue com passos novos e memórias grandes. O presente era. O passado é. (a frase não é minha, vejam bem&#8230;) E vamos que vamos</p>
<p>*foto de minha irmã amada e companheira neste doc: tais lobo</p>
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		<title>chegada</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 04:05:53 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>nove horas de vôo e todos os nove meses de deslocamento voltaram. irmã, cunhado e pai sorrindo no saguão. parecia que nem fazia tanto tempo. não sei se pelo skype que toda semana nos colocava frente a frente; não sei se simplesmente porque quando se tem vínculos muito fortes pouco se nota o tanto. São Paulo branca, garoa, grande; as ruas com os nomes que já conhecia, a compreensão de toda e cada palavra inteira - relaxando. voltar para casa - mesmo que já não tão casa, mesmo que não querendo assim tanto - é de um conforto sem tamanho. á noite o samba chorado, o quadril rebolado, a cerveja de garrafa brindada, o garçon falando português e chamando pelo nome. como se tudo tivesse sido um sonho lindo e enorme: acordei e pronto.</p>
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		<title>parto</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 08:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>america</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cronicas de Migrantes]]></category>

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Tinha ido fazia tempo. Nem tanto no calendário mas uma vida inteira. Saiu há nove meses. Largou o Brasil e subiu no mapa. Escalou vulcões, mergulhou no atlântico, no pacífico, pegou trem, ônibus, dançou jazz. Conversou com mulheres que como ela precisavam ir. Ir. Cada semana colocava tudo de volta na mochila, reclamava da coluna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/eliza01.JPG" title="eliza01.JPG"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/eliza01.JPG" title="eliza01.JPG"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/eliza01.JPG" alt="eliza01.JPG" height="303" width="454" /></a></p>
<p>Tinha ido fazia tempo. Nem tanto no calendário mas uma vida inteira. Saiu há nove meses. Largou o Brasil e subiu no mapa. Escalou vulcões, mergulhou no atlântico, no pacífico, pegou trem, ônibus, dançou jazz. Conversou com mulheres que como ela precisavam ir. Ir. Cada semana colocava tudo de volta na mochila, reclamava da coluna e vestia sua casa sorridente: “o que vem agora?” Mais ônibus, mais prosa, mais. A cada novo outro se via-a-si. Se entendia mais. Escutava. E foi tanto se ouvindo que foi virando-se ela mesma. E de tanto ir andando entendeu que podia parar.<br />
Parou. Pariu-se.<br />
Conheceu gente que realmente amou; amiga de quem se sentia amiga. Com que se fazia entender e até entendia mesmo faltando tanta palavra em seu tosco vocabulário inglês. E a cada dia na vida de outono de inverno de nova iorque ia entendendo com seu corpo inteiro o que seus ouvidos escutaram na viagem toda. Entendeu cada andarilha: Georgina, Dolores, Carmen, Val, Maria, Sandra, Alba Lucia, Alicia. Foi entendendo tanto, tão forte, com o corpo todo que sua mão paralisou. Não podia escrever de outras mas ainda não entendia o que já sabia. Não com palavras. Deixou o blog e se-agarrou-se. Deixou que as sensações fossem inteiras, plum! Maior que o verbo. E quando já tinha sanduiche preferido, cadeira cativa no café vizinho e a garçonete já até chamava ela eliza de ilaiza viu que tinha que ir para trás, para baixo. Quatro dias e o avião ia-vai para a cidade que já sabia nome, população, melhor cinema; para o país que dominava a língua perfeitamente e sabia o nome de todas as capitais. Já até tinha conhecido quase todas. E aí das coisas que aprendeu lembrou que quando se anda tanto, se vai tanto a volta é algo que não existe. Já não se tem casa lá. Já não se é só de lá. Se tem uma saudade – eterna, intransponível – e o aqui. O resto é mentira.</p>
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		<title>happy end!!!</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 19:26:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[desintegração familiar]]></category>

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Valeu a todos, a cada um! com muita alegria agradeço as estrelinhas e a torcida! A varinha mágica de Georgina ganhou o prêmio do público no concurso Migr@tion da Radio Canada! Nesta semana posto sobre a experiência Montreal menos 16 graus (incrível!). Por hora corro&#8230; e brindo! Tim  tim!
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/montreal03.JPG" title="montreal03.JPG"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/montreal03.JPG" title="montreal03.JPG"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/montreal03.JPG" alt="montreal03.JPG" height="292" width="437" /></a></p>
<p>Valeu a todos, a cada um! com muita alegria agradeço as estrelinhas e a torcida! A varinha mágica de Georgina ganhou o prêmio do público no concurso Migr@tion da Radio Canada! Nesta semana posto sobre a experiência Montreal menos 16 graus (incrível!). Por hora corro&#8230; e brindo! Tim  tim!</p>
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		<title>Black Date</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 19:27:42 +0000</pubDate>
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Sarah é destas moças sorridentes animadas que no fim da festa quando tudo indica que a noite já foi mesmo diz “só mais cinco minutinhos?”. É americana mas fala um espanhol nada gringo e gosta de um remelexo de uma forma bem latina. Ignora classificações de dia da semana e sempre aceita uma cervejinha ali, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/black-date.jpg" title="black-date.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/black-date.jpg" title="black-date.jpg"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/black-date.jpg" alt="black-date.jpg" height="290" width="479" /></a></p>
<p>Sarah é destas moças sorridentes animadas que no fim da festa quando tudo indica que a noite já foi mesmo diz “só mais cinco minutinhos?”. É americana mas fala um espanhol nada gringo e gosta de um remelexo de uma forma bem latina. Ignora classificações de dia da semana e sempre aceita uma cervejinha ali, uma musiquinha lá, segunda, terça, quarta, doesn’t matter. Mas Sarah cansou de tanto ter que gastar de tempo, de cerveja, de olho buscando um gatinho do seu número na noite, nas noites, tantas noites. Aderiu a moda, nova moda, nem tão nova. Escreveu seu perfil, colou as fotos e marcou quatro dates na mesma semana. Na semana anterior cortou o cabelo, pintou, comprou roupa nova, ensaiou a chegada. Imagino que ensaiou, eu teria. Primeiro achei estranho e logo vi que na cidade maçã encontrar apê, comprar qualquer coisa ou achar namorado pela net é cotidiano. O primeiro encontro de Sarah foi ótimo, o cara era bacana, rolou sintonia. Ela saiu do jantar feliz para comemorar depois comigo e outras gatinhas ainda menos virtuais que gastamos dinheiro e horas presenciais na procura do que nunca se encontra com tantas cervejas. Brindamos o primeiro date. No segundo Sarah que é destas que curte direitos humanos e trabalha num programa de latinos quase não engoliu quando o pretendente disse que os hispanos deviam voltar para a roça de onde vieram. Ela não discutiu porque ficou paralisada mas riscou o tal da lista de talvez quem sabe outro encontro. Na noite do mesmo dia foi encontrar o pretendente de número três: “goooorgeous” repetia empolgadíssima. Mas ela que adorou ele ficou arrasada com a sensação de que ele gostou mais da garçonete que dela. Não entendeu os sentimentos do bonitão e ligou precisando de consolo. Lá fomos nós, a equipe de resgate com chopps salvar a pequena loira. Fomos num bilhar e entre tacadas e cervejas que os garçons nos presenteavam – foi uma bela noite… - Sarah foi contando detalhes. Aí meu lado brasileiro não conseguiu entender. Nada. Sarah se despediu do bonitão com um aperto de mão. Gritei em pânico: “mas isto é normal?” “O quê?” “Aperto de mão?” E não é que era? Voltei em perspectiva a vida inteira tentando encontrar um só momento em que eu tenha me despedido do gatinho que gostei com um toque de mãos: “nice to meet you”. Impossível… Achei abraços apertados, beijo no canto da boca, bicotinha e até beijo no pescoço como quem finge que não entendeu que errou a mira. E ali fiquei no ar, tentando juntar os dois lados. O do moderno que topa conhecer gente na net com toda a sinceridade de escrever “oi este é meu nome inteiro eu faço isto e gosto daquilo e quero um namorado/gatinho para sexo/o que for” que se contrapõe, se soma, se sei lá o quê a este meio puritanismo antigo dos corpos distantes, não contato, tudo preso, aperto de mão. Uhh, haja cerveja para processar….</p>
<p>Ps: no dia seguinte o bonitão ligou. Suspeito que ele tenha gostado mais de Sarah que da garçonete na verdade …</p>
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		<title>passo.     passo.     passo.     passo.</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 06:56:23 +0000</pubDate>
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                                                       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/passo-passo.jpg" title="passo-passo.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/passo-passo.jpg" title="passo-passo.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/passo-passo.jpg" title="passo-passo.jpg">                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              </a><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/passo2.jpg" title="passo2.jpg"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/passo2.jpg" alt="passo2.jpg" align="left" height="160" width="143" /></a></p>
<p>Andava tampada do frio. Era frio. A cidade inteira. O peito inteiro. Quase a alma. Mas ainda não. Com passo acelerado atropleava as folhas do outono. Tudo caía. Tudo pisava. Andava rápido tentando esquecer o que deixou para trás. O amor que devia ter sido, mas não. (por que não?) O país que devia ser pátria, já não. (já…) A família que devia estar perto, tão (tão) longe. Por. Quê? Por. Quê? Por. Quê? Faziam os passos. um. a. um. a. Quase-ao-mesmo-tempo. Achava que com sua nova bota de 30 dólares, verde-verde, comprada com o tip do restaurante poderia fugir de suas duas décadas de azar. Pode. Pode. Pode. Pode. Maria ia e a música no fone na língua que um dia foi sua lembrava: vai, porque depois de tanto ir voltar? Pra onde? Onde. Onde. Onde. Onde. Continuava a sina de quem já não é nem de lá nem daqui. Lá. Qui. Lá. Qui.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/passo-passo.jpg" title="passo-passo.jpg"> </a></p>
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		<title>Bola fora</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 18:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>america</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curiosidades e afins]]></category>

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		<description><![CDATA[Nostalgia: melancolia profunda causada pelo afastamento da terra natal (…) saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado (Dicionário Houaiss)
Faz tempo que Diego saiu. Seu coração latino/argentino se apaixonou por uma gringa e voou para os States. Na nova casa, casou, separou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nostalgia: melancolia profunda causada pelo afastamento da terra natal (…) saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado (Dicionário Houaiss)</em></p>
<p>Faz tempo que Diego saiu. Seu coração latino/argentino se apaixonou por uma gringa e voou para os States. Na nova casa, casou, separou e todo novo sábado se reapaixona por alguma chica de quadril vibrante na noite de Nova Iorque. Num sábado foi pelo meu ziriguidum que seu corazón latió. Claro que Diego se chama Diogo, Pablo, Alejandro ou qualquer outro nome que não Diego mas não importa. O que importa é o que segue… Já eram muitas long necks de sete dólares – ui… - quando nossos olhos de baixo da América se cruzaram. Nostálgica de bem entender palavra por palavra, a frase inteira e até piada que estava gastei todo o meu<em> castellano</em>, enquanto ele gastava todo o português. A saudade era tanta que argentino arranhando português já era de uma familiaridade carinhosa ali naquela terra de puritanos. No meio do caminho todas as referências se encontravam: doce de leite, morro de são paulo, malbec e chorinho. Um forró bem arrastado se <em>creyendo</em> tango e foi: golaço! Mas entre as línguas, a embriaguez fez com que Diego confessasse que tinha encontro com outra Senhora Nostalgia que não eu: “amanhã é dia de pelada” falou assim mesmo em português com acento <em>hermano</em>. Na domingueira pegou a chuteira, camiseta número 10 e foi.</p>
<p>Já tinha dez anos de <em>green card</em> mas a saudade da terra, do porto, do <em>Plata</em> levavam o <em>hermano</em> todo o domingo para o campo. Com a bola no pé Diego corria em Mendoza, driblava os 8.512 quilômetros da terra natal, gritava “<em>che, boludo</em>”, <em>recuerdava</em> tempos outros, bolas outras. A vida de quem sai de casa é algo assim. Sempre. Basta uma caminhada nos parques gringos e as <em>pelotas</em> nos pés estarão acompanhadas por xingamentos latinos, num desejo de ali não ser ali por 90 minutos que seja. Saindo dos parques os mercadinhos do Brooklyn ou do Queens e suas prateleiras recheadas de produtos em espanhol, indiano, mandarim, coreano encherão os estômagos dos nostálgicos com produtos da terrinha: curry, <em>tortilla</em>, coxinha. Para quem gosta de números um estudo da Organización Diálogo Interamericano aponta que 49% dos mexicanos aqui de cima preferem comprar produtos mexicanos que norte-americanos. A nostalgia, esta saudade da terra que move a economia dos países latino, os pés de Diego e meus quadris no chorar de qualquer cuíca às vezes tem soluções menos simplórias que estes dribles.</p>
<p>Antes de virar eu também este ser saudoso que estou cruzei com mulheres centro-americanas (viajo dês de março, dês de o Panamá) em que a saudade não se resolvia com <em>chilli</em>, driblês ou cantadas. Cruzei mulheres em que a terra deixada e desejada era aquela nascida em seus ventres, saída das entranhas. E para garantirem o adubo de seus pequenos terrenos migravam com esperança de melhores empregos e salários. Nem sempre encontravam, nem sempre se orgulhavam de suas decisões. A impotência de quem passa e escuta e lamenta e segue me motivaram a editar um videozinho. <a href="http://www.rciviva.ca/rci/migrations/flash.asp?lg=en&amp;id_concours=8" target="_blank" title="bola-fora.jpg"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/12/bola-fora.jpg" alt="bola-fora.jpg" align="left" height="408" width="295" /></a>E todas as embaixadinhas deste texto foram só para deixar a bola assim, na cara do gol: fiz um curta sobre Georgina, uma mulher que queria ter uma varinha mágica e se transportar de volta para o dia em que saiu de seu país, para o ponto de ônibus em que seu filho gritava <em>no te vaya!</em>  A nostalgia de Georgina chorava e eu sem varinha tentei em vídeo deixá-la assim, mais perto de sua pátria. O vídeo está na net, numa competição até quarta, dia 03, logo mais. Convido a todos da arquibancada para invadirem o campo, verem Georgina, Israel e gritarem com todo o pulmão umas estrelinhas para nós: Me ajudam no chute final?</p>
<p>O jogo é <a href="http://www.rciviva.ca/rci/migrations/flash.asp?lg=en&amp;id_concours=8" target="_blank">aqui, só clicar! </a></p>
<p>Qual é: Georgina’s Magic Wand</p>
<p>*texto feito para o blog <a href="http://www.futepoca.com.br" target="_blank">Futepoca</a>.</p>
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		<title>O nome dela é Val!</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 03:55:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>america</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cronicas de Migrantes]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura e Artes]]></category>

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		<description><![CDATA[ou um dia minha história ainda vai ser filme


A história começa boa. Tava eu no elevador com uma americana amada dos olhos azuis falando espanhol porque havíamos acabado um entrevista com uma dominicana e ainda não havíamos voltado a chavinha inglês. Aí pára, abre a porta, entra uma morena. Fecha a porta: &#8220;Hola! Eliza, esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ou um dia minha história ainda vai ser filme</strong></p>
<p><a href="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/11/val-02.jpg" title="val-02.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/11/val-02.jpg" alt="val-02.jpg" /></p>
<p>A história começa boa. Tava eu no elevador com uma americana amada dos olhos azuis falando espanhol porque havíamos acabado um entrevista com uma dominicana e ainda não havíamos voltado a chavinha inglês. Aí pára, abre a porta, entra uma morena. Fecha a porta: &#8220;Hola! Eliza, esta és Val. Val, Eliza&#8221; Em espanhol. &#8220;Hola, un gusto, como estás?&#8221; Aí a loira bem loira com os olhos bem azuis e com um espanhol espanhol bem pouco gringo grita: &#8220;pero no no, ella és brasileña&#8221;. &#8220;Cê também menina?&#8221; Papo rápido, abre a porta, foi. Assim é Nova Iorque. Aí naquela noite - ou noutra - barzinho, long neck de sete dólares e quem chega? Val! Assim é Nova Iorque. Papo vai, cerveja desce, a pernambucana vai contando da mãe que saiu do sertão - &#8220;O mundo não podia ser só aquilo não&#8221; -, dos dezessete filhos que Dona Alexandrina pariu, das seis irmãs que continuam vivas. De ir para o Rio e ser favelada. De mudar para São Paulo mais escolarizada. De por fim, Nova Iorque para ser-se sem rótulos, sem medo, sem porra nenhuma. ..&#8221;Senhorita&#8230; de onde veio não importa, já passou&#8230; o que importa é saber pra onde eu vou&#8221; me diria tantas semanas depois citando Zé Geraldo. Mais cerveja e Val ia resumindo todas as histórias que vi nestes últimos oito meses. Ia resumindo em sua vida, em sua mãe, em suas irmãs o périplo das mulheres que sonham com algo mais, que vão. &#8220;Um dia minha história ainda vai ser filme&#8221;, me repetia com sotaque de rio de nordeste de val. Passou o álcool, a ressaca e a danada ficou na minha cabeça. &#8220;Um dia minha história ainda vai ser filme&#8221;. Sentei com ela para uma entrevista para a revista. Pensei, pensei: &#8220;Val, bóra fazer um documentário?&#8221;. Val abraçou a idéia toda: &#8220;tem muita gente que vai saber é por este filme que eu sou favelada. Sou não, fui né?&#8221; ria entrando em seu apartamento em Manhattan.</p>
<p><strong>ps: </strong>Bem, o doc começa a ser rodado em dezembro aqui. Depois sigo para gravar a família de Val em São Paulo, Rio, Pernambuco. Bom demais. Mas o doc começa assim como as boas coisas costumam começar: na garra. No sonho de Val de ter sua história no cinema; no sonho meu de resumir as histórias todas que vi nesta viagem num belo doc. Se você quer ajudar os sonhos a andarem bem andados menos perrengueados, aqui vai a cantada: o doc da Georgina chegou na semi final do concurso Migr@tions. Se ganhar, além da grana que óbvio daria para mãe e filho entrevistados uma parte entraria para bancar os custos iniciais da Meu nome é Val. Simbora ajudar?</p>
<p><strong>Onde:</strong> <a href="http://www.rciviva.ca/rci/migrations/flash.asp?lg=en&amp;id_concours=8" target="_blank">aqui!!!!</a></p>
<p><strong>Como:</strong> dê todas as estrelinhas - ou quantas achar que vale, tudo bem, tudo bem - para o curta Georgina&#8217;s Magic Wand.</p>
<p><a href="http://www.rciviva.ca/rci/migrations/flash.asp?lg=en&amp;id_concours=8" target="_blank" title="israel-com-margem.jpg"><img src="http://americasemfronteiras.com.br/wp-content/uploads/2008/11/israel-com-margem.thumbnail.jpg" alt="israel-com-margem.jpg" align="left" /></a>Para isso clique nele em cima (na fotinho que nem esta aqui) e depois em &#8220;Rate Now! Win an Ipod&#8221; - sim, você ainda concorre a um Ipod! Aí confirma o email e depois de dar a estrelinha confirma no quadrinhozinho que vai aparecer. Vai lá! É muito mais fácil que esta explicação! Juro&#8230; Obrigada! Obrigadíssima! A semi final acaba no dia 26! So, a hora é agora!</p>
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		<title>as não fronteiras de Sandra</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 19:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>america</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura e Artes]]></category>

		<category><![CDATA[Curiosidades e afins]]></category>

		<category><![CDATA[Guimarães Rosa]]></category>

		<category><![CDATA[Mutum]]></category>

		<category><![CDATA[Passaporte Húngaro]]></category>

		<category><![CDATA[Sandra Kogut]]></category>

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Entrevistei a Sandra Kogut para a próxima matéria do Saia Justa sobre saudade… Por motivos que não entendo nunca tinha visto nada dela e ainda antes de assistir O Passaporte Húngaro vi Sandra numa mesa redonda ao lado de João Salles na semana que acaba de ir. Ela é destas mulheres que fala com [...]]]></description>
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<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Ob2j29lZUog&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Entrevistei a Sandra Kogut para a próxima matéria do Saia Justa sobre saudade… Por motivos que não entendo nunca tinha visto nada dela e ainda antes de assistir O Passaporte Húngaro vi Sandra numa mesa redonda ao lado de João Salles na semana que acaba de ir. Ela é destas mulheres que fala com voz serena, as palavras pensadas, de uma sinceridade sincera; que quando se escuta dá vontade de ter falado o que ela disse, uma delícia. Estudou em escola francesa e antes de sair pela primeira vez do Brasil já se sentia estrangeira. Todo ano quando voltava para a a sala só ela continuava ali - sempre cercada por novos francesinhos. Com dezenove anos já começou a assumir a vida mais nômade. Hoje vive em NY mas ainda tem as caixas bem guardadas no Rio, em Paris&#8230; Tem um marido e filho americano e passaporte de todos os lados: daqui, do Brasil, França e claro, da Hungria - acho que é isso&#8230;</p>
<p>Aí dois dias depois de escutá-la assisti ao doc Passaporte Hungaro: ao mesmo tempo em que ele caminha por toda a burocracia para se conseguir o tal do passaporte, conta a história da imigração dos avós de Sandra e de tantos outros migrantes: discute de uma forma íntima o que significam fronteiras, dupla nacionalidade, guerra, fluxos, xenofobia. A cena final desconstrói todo o documentário e se sai da sala com a sensação de &#8220;que besteira estas bordas todas&#8221;. Gostei! Tanto que depois voltei para ver Mutum.</p>
<p>Assim como caminha pelas fronteiras físicas das nações, Sandra passeia pelo documentário e pela ficção como quem não sai nem entra: &#8220;para mim é tudo história&#8221;. Assim no longa <em>de mentira</em> usou atores <em>de verdade </em>que simplesmente eram-se na frente das câmeras. Inspirado em Campo Geral de Guimarães Rosa Mutum fala de infância, de religião, de sertão, de crescer ali longe do mar com sonhos de mergulhar. Bonito demais. Daqueles filmes catárticos bons. Posto o trailer aqui em cima. Quem não viu, veja!</p>
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