31 de Outubro de 2008

Buaaaaaaaaaa

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Sim. Tpm é assim. Choro. Quem conhece sabe. Quem é mulher entende. Os homens sensíveis se divertem. Na verdade também acho um pouco engraçado tanta fragilidade. Tanta emoção. Tanto tanto. Tento não dar tanta importância, olhar como cena de um filme que só assisto. Com outra atriz. Os três últimos ápices de drama foram boas cenas. Ou pareceram. Lá vai:

Chororo 01: eu no metrô. Cabeça a mil pensando no documentário que gravarei em dezembro/janeiro. Sinapses. Feliz. Pensante. Olho meio para baixo, meio para janela negra com luzes que correm. Levanto o olho e lá esta ela. No banco em minha diagonal, minha mãe. Com 10 anos mais. Vejo minha mãe no futuro. Susto. Olho de novo. já não lembro do doc, da estação. Minha mãe me olha. Minha mãe depois me olha agora. Como só uma mãe poderia ela vê dentro dos meus olhinhos. Sorri e pisca um olho. “eu sei” disse sem dizer com uma piscadela. Como numa alucinação sóbria, um sonho acordada sorrio inteira para a mãe que não era. Mas que poderia ser. A emoção me invade. Lembro da saudade. Do tempo que anda. Do envelhecer. Da distância. Sem pensar com palavras abaixo o olho. Não suportaria mais olha-la. Choro. Rio.

Chororo 02: skype com a irmã mais maior de grande. Escolhendo vôo de volta. 27 de dezembro de 2008. 10h50 pm. definido. Minha irmã ri, “bem vinda”. “posso dar só uma choradinha?” pergunto sem pensar. Ela continua rindo. “Sim”. Choro. Sem saber se era de alegria de voltar e matar saudades, de tristeza de acabar a viagem. Do recomeço ou do fim. Como numa separação em que algo se acaba para o novo. mas é um fim. Um começo. Dá medo. Dá gosto. Dá dúvida. Tudo junto escorre.

Chororo 03: em cima da bicicleta. acabava de pagar a reserva do quarto aonde vou morar semana que vem. Conversei com suzi, uma artista de singapura realmente cool com quem viverei. Estava feliz. Bem feliz. Pedalava rápido nos oito graus. Sorria. Me deliciava com a música. Com o frio. Com o Brooklin. Com a vida. Até que um homem abre a porta de seu carro estacionado. Não vi. Não a tempo. Vôo por cima da bike. Bato o braço. Caio. Não sei se caio. Mas caio do sonho de meu videoclipe. O homem pede desculpa. Pergunta se está tudo bem. eu simplesmente não podia falar. Não em uma língua que não é a minha. Esta. Levanto a bicicleta. Sacudo o braço. Abaixo o olho. Pedalo. Páro na esquina e derreto.

Ok. Mês que vem tem mais.


27 de Outubro de 2008

sonho de uma noite de outono

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Tive aqueles sonhos que juntam tudo junto. Na vida acordada me preparava para conhecer um quarto para alugar. Havia ficado chocada com a publicidade pró-guerra nas ruas da cidade, na sala de cinema. Havia recomeçado a ler História da Sexualidade. Liquidificador. Aí sonho que falo em português familiar com uma mulher que aluga quarto. Uma casa circular, meio torre, meio o panóptico de Foucalt. Na casa um dos quartos era ligado ao banheiro por uma ponte levadiça. A ponte tinha caído uma vez e a menina quase morrido, me contou meio rindo a mulher simpática mostrando a corda branca arrebentada. Eu ficava imaginando o que significa morar numa casa com banheiro suspenso externo num lugar que neva. A casa era toda branca muito branca. Coisa de sonho mesmo. Aí eu pedia desculpa se ela não fosse me entender. Falava, sentada na mesa branca e quadrada da cozinha branca, que achava que um menino que topa ir para o exército, sabendo que provavelmente matará civis inocentes para poder melhorar sua própria vida, ter direito a seguro de saúde e universidade… que isso não era justo não. Egoísta mesmo. Que é o mesmo que o menino da favela que topa ir para a guerra do tráfico sabendo que vai matar civil inocente. Mas que a diferença é que o governo democrático, que assim se diz, democrático, coloca outdoors promovendo um. E toda a sociedade condena o outro. guerra-01.jpgQue aquilo tava tudo errado. Mas mais errado que tudo foi quando em bom e alto som tocou o despertador. Acordei sem sair do lugar. Com as mesmas questões. Sem os comentários da proprietária, o meu outro eu que tem a casa e ri da escada que cai enquanto este eu se choca. A dona da cabeça toda. Tentei os cinco minutinhos extras de soneca para ver se ela eu me respondia a solução das guerras do mundo. Do panóptico. Dos banheiros. Mas ela não voltou. Já foi.


24 de Outubro de 2008

sem veias abertas na américa latina

quem começa a se interessar por américa latina inevitavelmente tropeçará nas veias abertas de galeano. o uruguaio acaba de lançar um outro livro - “Espejos. Una historia casi universal” - que em tom de crônica ficcionaliza a história de nosso continente. não li ainda mas este videozinho que posto aqui me deixa com água na boca. a idéia inicial é simplesmente aplicar as atuais políticas migratórias para os “descobridores” de nossa américa. como seríamos nós - ou como não seríamos nós - partindo apenas deste outro - não - começo?

bem, daí seguimos facilmente em nossas cabeças para o que estamos deixando de ser ou sendo por conta de tantas restrições de livre deslocamento.

acho que o espanhol pausado de galeano pode ser compreensível para quem no habla el castellano. se não for me avisem que com muito gosto faço uma tradução rápida das frases de eduardo. boa viagem!

ps: quem quiser mergulhar, aqui vai a versão digital do clássico las_venas_abiertas_de_américa latina


23 de Outubro de 2008

Mudar o mundo agora?

ou: sem cegueira

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Voltei para o encontro com os meus velhos amigos, filhos de Saramago. Como da outra vez, de tpm, já havia chorado a cota de duas sessões achei que podia convidar alguém para ajudar a pensar depois. Aí saí da sessão com um menino bacana: destes que lê muito, pensa muito, sensível, didático (tanãnãnã) e cheguei a algumas conclusões bagunçadas em duas cervejas (long neck = 7 dólares = 15 reais; beba com moderação!). Jogarei-as caoticamente aqui: acompanham?

Bem, o filme trata de uma cegueira do branco. Não da falta de coisas, do preto, da luz zero e sim do excesso. Excesso de luz, de idéias, de informação. E juntando tudo e não processando nada chegamos no não ver. Como estamos no geral, fora da sala de cinema. Na viagem toda centro americana, com as migrantes que encontrava, a angustia que sentia era de vê-las indo. Cegas pelo desespero de não conseguir mudar suas desgraças dentro de suas próprias vidas, no próprio país. Sem conseguir ver solução ali iam, tropeçando, pensando que simplesmente seus olhos iriam voltar a funcionar lá – longe.

Bem, aí Saramago + Meirelles destroem tudo que já existia – o Estado, a organização social, a propriedade - e criam um mundo novo – o hospital onde chega a comida, há água, há cama; onde cada um tem pouco bem pouco mas o mesmo que todos. Aí se tenta primeiro uma organização no modelo governamental: representantes por cada quarto/ala. Fracassa quando o gatinho do Gael – que está um asco no filme – se declara “the king”. Vem o despotismo. A guerra. O que também existe no mundo de fora, igual. Com a polvora se destrói a igualdade, o básico, a comida. Depois em troca do comer se saqueia a propriedade, se começa a mais valia; se acumulam coisas que ali, na verdade, nem sentido fazem – de que adianta um relógio lá sem pilha? Ouro e prata? Mas tente olhar o nosso mundo de fora – como um ET que acabou de pousar – e tente entender o valor de jóias, milhões no banco, x. Toda a história da humanidade se repete ali no micro-cosmos.

blindness1.jpgOquei, propriedade assegurada, vem a seguinte moeda: mulher! O macho domina o corpo mais fraco; invade; penetra; suga; mata. Para mim esta é a cena mais blergh! – nela chorei de novo, confesso – porque lembrava dos tantos casos escutados das migrantes que quando chegam num ponto caótico da viagem - já sem grana ou sem poder - para ganhar comida ou hospedagem o preço era exatamente o mesmo: “me dê sua mulher que eu te dou a ração”. Exatamente o mesmo. Igual. Blergh! Mas aí no filme a incrível frase do médico deixa claro a hegemonia do pensamento masculino em nosso mundo. Depois de enterrarem uma das nove minas do quarto que não resistiu a forma de pagamento pela comida; e ver que aquilo ia continuar para sempre; enquanto houvesse fome e houvesse mulher aquele seria o jogo a mulher do médico mata o líder/Gael e ainda tem que escutar: “agora a guerra vai começar” do seu próprio macho. A batalha só começa mesmo quando já detonou a propriedade (porque aí é crise) e já destrui as mulheres (que aí é o que mesmo?). Mas só quando se chega no limite, no que parece o fim, que se descobre que na verdade “we are freedom!”. Já não existiam guardas, travas; e se eles não houvessem chegado no limite do horrendo ficariam cegos e trancafiados sem saber-se livres.

Aí saem. O mundo destruído, a confiança no humano destruída. O caos. E a única solução apresentada para a sobrevivência é resguardar seu próprio grupo. Quem pode ver que salve seus poucos. A mulher do médico alimenta aqueles seis e esconde a comida dos demais. Grita quando chega outro grupo entrando em seu café/abrigo. Abre sua casa e brinda a nova família.
E já há algum tempo acho que a solução para o mundo é salvar um pouquinho também. O que esteja ao alcance. Se o capitalismo gera diferenças apavorantes – e só pode ser mantido, ao que o mundo indica, a custa de exploração de outros, violência; para que aqui em cima se possa tanto consumir é preciso invadir os países do petróleo, deixar todo mundo com medo e manter trabalho semi e escravo no terceiro mundo; se o anarquismo parece utópico demais, porque funcionaria se todo mundo fosse buena gente, mas basta meia dúzia de “Gael King” para detonar o sonho; se o socialismo em seus exemplos mais óbvios precisa de ditaduras para mantê-lo… o que resta? Ali com cerveja concluimblindness2.jpgos o que já havíamos concluído. Que cada um de nós mulheres do médico, que a cegueira ainda não atingiu, salvemos um, dois, três. Mudar o mundo inteiro parece um pouco tarde demais. Mas se eu com meu trabalho, com um curso, com uma adoção, x puder mudar a vida de uma pessoa que estava no caminho do azar; valeu. Se você fizer o mesmo com outra valeu. E você outra, valeu. Algo assim. O que der. Mas resistindo, indo, sendo: sem cegar.

Ps: Fez sentido? Alguma proposta? Soluções em mente?


22 de Outubro de 2008

outono em nova iorque

há um quê de sonho, de bonito por si só.

divido um pouco do encantamento dos olhos meus! e só. e tudo.

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20 de Outubro de 2008

tim tim my friends!

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Sempre gostei de aniversário. Em casa, criança, mamãe fazia um mega-café-caprichado e as irmãs todas brindavam com suco de laranja e toddy antes do dia começar. Já grandinha dava mega festas com os amigos queridos e os amigos dos amigos e os amigos dos amigos dos amigos celebrando as amizades, os encontros que temos na vida, os vínculos criados. Aqui quase armei uma feijoada com os novíssimos friends de nova iorque. E aí pensei… temos que comemorar o que é.

E este foi ano de ser solitária sem ser só, de aguçar os olhos e ouvidos para fora e para dentro. Saio, depois de bem nutrida de carinho de prima e balões de irmã para um passeio comigo. Pensar nos 29 passados, nos sonhos dos que virão. Pensar só em hoje, num ponto de vida tão boa que tenho. Ver as folhas do outono, a gente na rua, a vida.

Tim tim amigos!

ps: na foto prima, cousin in law, dog e bolo de café da manhã na pose strange.


17 de Outubro de 2008

alô alô migrantes!

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Está no ar um concurso de curtas e podcasts sobre migração!

Na quarta semana a Giorgina e o Israel (eles de novo! viva!) estarão online e aí faço uma propagandinha aqui para levarmos os dois para as semi finais!

Mas vale visitar já! o site e conhecer olhos, ouvidos e vozes de pessoas de todo o mundo preocupadas com as causas dos caminhantes! São 10 curtas em francês e 10 em inglês por semana. Confiram!

Para ir lá clique aqui!

Bon voyage!

* foto do curta asylum


16 de Outubro de 2008

Bem vinda Carmen! Bem vinda!

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Mal conhecia Carmen. Nos encontramos num Mc Donalds em frente a tal corte e na entrada do prédio cheio de segurança resumimos a vida. Há quatorze anos ela se despediu da República Dominicana. O fígado doente contaminou os negócios e a economia pobre da ilha deixou poucas esperanças para o sonho. Assim ela entrou na fila do american dream. Eram outros tempos: as torres não haviam caído nem a paranóia se instaurado com a moda do terror. Carmen chegou legal e por seis anos jogou a saudade das filhas embaixo do tapete, no meio de suas faxinas. Topou todo o tipo de bico para bancar o estudo da cria e hoje fala com os olhos brilhantes da caçula que aqui chegou só falando hello e que hoje estuda seu master.

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Era tudo que sabia da dominicana quando nos sentamos e um outro dominicano explicava em inglês bem falado com piada e tudo, como num talk show, sobre como seria a manhã. Na platéia gente de todo lado: mexico, brasil, guatemala, el salvador, alemanha, china… “Lembro quando foi o meu dia, levantei três e meia da manhã porque chovia e eu não queria chegar atrasado”, falava emocionado o apresentador. Carmen do meu lado contava como as coisas são mais fáceis quando se é um citizen. Na cerimônia de entrega da prova que agora sim! a porto riquenha é também americana, é realmente welcome, até Bush foi aplaudido na TV quando deu as boas vindas. Eu que mal conhecia Carmen segurei o choro mas me derreti. Fiquei sem entender e bem entendendo o que era aquilo. Lembrei de Dolores, de Bianca Sofia, de Ricardo, de Donar, dos rostos na linha do trem. Ali Carmen vingava o sonho e dava forças para que outras seguissem rio adentro, deserto afora, sobe trem baixa trem, pega túnel.carmen-5a.jpg

A nova americana mesmo de verdade foi direto se inscrever para votar. Saía da passividade de ganhar a vida, de receber o que for; de objeto Carmen virava sujeito. Ativa. Com seu voto dizia que colaboraria para mudar o país: “voto pela paz” repetia sentindo-se plena.


14 de Outubro de 2008

Louca, eu?

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Na Costa Rica usei minha bota de chuva - comprada para as caminhadas montanha acima na lama - com os vestidinhos na cidade e me sentia quase um ET com os olhares interrogantes para o meu pé. Pensava “relaxa que é confortável e até um pouco cool” e continuava nas passadas sem muito ligar. Aí chego em Nova Iorque e o que era weird aqui é moda. Garoou e as gatinhas em massa saem com suas botinas plásticas de todo o tipo/cores/lacinhos na rua. Não, não discutirei moda porque isto está longe do meu perfil e capacidade. A idéia é pensar no “normal”.

Ontem fui na exposição de um querido brasileiro fotógrafo arrasando na DUMBO. Antes de ver o trabalho sentei com ele – Gui Mohalem – entre as pontes de Manhattan e do Brooklyn e enquanto devorávamos sushis resumíamos nossas vidas desde a última vez que nos cruzamos – numa festuca em São Paulo. Num momento fui contando como começou meu trabalho com viagem e logo de cara frisei que os deslocamentos nunca – NUNCA! - são para fugir, muito pelo contrário, são um ver-se de fora e me entender blablabla. Antes de acabar a ladainha ele cortou delicadamente o discurso pronto com um “e qual é o problema de fugir?”

Fujo da resposta e entro na exposição. O tema do trabalho é loucura. As fotos fortes na parede – com a técnica pinhole digital – são acompanhadas por um carimbo em que você imprime o texto da personagem retratada num papelzinho ou no seu próprio braço-mão-perna-nuca. Eu sai toda borrada com a loucura alheia e com uma das frases repetindo na cabeça. Talvez a mais louca por tentar-se tão sana. A menina que girava, esta da foto aqui, afirmava que não era louca. Que tudo que fazia era pensado. Até quando usava drogas ou dava para um desconhecido, era tudo bem pensado. E por isto não era louca.
De alguma forma me vi ali, tão sana, tão louca, tão racionalizando a loucura.

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Aí juntando com a botinha de chuva, com todo o planejamento da vida entrei no metro – meu novo templo de meditação – e enquanto os olhos azuis de um menino se concentravam na batata da minha perna com carimbos borrados eu olhava para os vizinhos de banco de todos os tipos em seus cochilos-de-volta-pra-casa. Cada um na sua. Com roupas, caras e atitudes de todas formas. Me senti tão normal a ponto de ser louca. Ou vice versa. Não importa. É bom simplesmente não importar. Ou algo assim.

Ps: E você: é louco/a?
Ps: O site do Gui Mohalem é por aqui.
Ps3: Um pouco mais bem embaixo mas lembrei da música do Arnaldo, esta daqui.


13 de Outubro de 2008

What?

trem-final-04.jpgAprender outra língua é um ato de humildade, alguém me disse há muito tempo quando eu sofria com o espanhol. Agora a frase me visita diariamente, tentando acalmar a ansiedade do mal se expressar, do mal entender, da testa que se enruga na tentativa de aproximar os neurônios e melhorar as sinapses.

Em Nova Iorque além do esforço para falar bem o inglês habita o esforço por falar em inglês. Brasileiras pingam dos tetos e fugir das conterrâneas é um ato de habilidade, de quem quer tentar o diferente. Às vezes me rendo à delícia do conforto, de reconhecer-me no olhar - conheci algumas brasucas bem bacanas que merecem bons posts futuros.
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Mas aqui, principalmente nos trens, línguas de todos sons se encontram, jornais com letras de todos tipos, peles de toda aquarela. A experiência de cidade cosmopolita chega no seu auge. Lembro de São Paulo e concluo que o que talvez transforme a experiência de mundos aqui é o fato de todos andarem de transporte coletivo. No metrô, num mesmo não espaço se encontram sentando lado a lado opostos do globo. Adoro. Tiro o fone com uma canção qualquer em inglês e dou a volta ao mundo entre uma estação e outra.

ps: logo mais subo um ensaio de fotos no metro…